Legado das Trevas

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Esse é um site que conta um pouco da história do jogo de RPG - Mundo das Trevas chamado Legado das Trevas que é uma história fictícia ambientada
em Salvador.
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Cri...Cri...Cri...
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sábado, 25 de outubro de 2008

A luta final contra o desespero / Quebra da aliança entre os Cavaleiros Arcanos(Capítulo 2.3)

Por Govannon:

Percebemos onde estava Sophie. Abaixo do solo. Salvar-la era a prioridade, depois sairíamos de lá. Aliás, não só esse objetivo, tive uma idéia depois de chegar na casa semi destruída e destruir a ilusão do vampiro Desespero.

A casa era na verdade uma casca de habitação, sem cômodos, sem divisões trabalhando para um bem comum, bem como a criatura que iríamos enfrentar.

Desespero...

Outras pragas como ele nos enfrentarão em breve, precisamos de saber como eles se organizam, seus poderes e por isso preciso mantê-lo vivo. Os outros ficarão irritados e contra mim como ocorrera antes na casa, mas paciência.

Esses pensamentos antecederam o que aconteceu logo em seguida: Kyrie destruira o chão que era demasiadamente fino e totalmente de madeira.

Logo vimos Desespero e seus comparsas.

Uma ameaçadora espingarda era apontada para a cabeça de nossa aliada Sophie. Precisei agir o mais rápido que pude. Corri e arranquei a espingarda da mão de um dos nossos oponentes e o combate começou brutalmente.

Os lobisomens uivavam ferozmente, Jéssica atirava com sua escopeta "old gangsta". Sophie tentou se jogar ao chão e Luiggi usou de toda a sua velocidade de lobo e arrancou a cadeira onde Sophie estava amrrado de perto do inimigo com a própria ainda amarrada

Prontamente Sophie se desamarrou e saltou de cima da cabeça do Uratha, logo tentando dizer para o vampiro que não havia nada do que eles procuravam na casa deles.

Percebi que isso foi um blefe mágico. E dos bons!

O Nosferatu, crédulo na ruiva, se enfureceu por pensar procurar água no deserto. Então decidiu matar a todos.

Por um momento todos nos descuidamos e eu apaguei. Lembro-me de acordar depois com com fortes dores no peito. Só descobri o que se passou depois porque usei da poder de adivinhação da esfera tempo para decifrar.

A luta seguiu atroz, como eles decidiram lutar até matar Desespero não havia mais escolha.

Por um breve momento achei que alí seria nosso túmulo, isso logo após despertar novamente sem poder quase nenhum. Jéssica ficava cada vez mais pálida, logo entraria em frenesí de fome e os urathas aos poucos ficavam crivados de balas, tudo estava desandando.

Kyrie invocou o poder do seu totem e intimidou a todos inimigos, e, por um breve momento, assustou até o próprio Desespero. Entretanto aquela praga tem o poder da disciplina Pesadelo com ele. Intimidá-lo não é uma tarefa simples, ele manipula esse tipo de emoção.

Embora Desespero não fosse afetado, os seus lacaios eram. Assim todos ficaram atônitos de medo e paralisados com o selvagem poder do Predador Cinzento Silencioso: a Coruja.

Ótimo, grande feito! Agora bastava parar o vampiro! E capturá-lo, é claro.

Mesmo com o grande poder do nosso adversário, estávamos em vantagem numérica. Por fim ele caiu, mas quando sua última fagulha da sua não vida iria embora eu deixei-o viver.

O resultado saiu muito pior do que eu esperava...

Agora creio que todos os meus aliados estão contra mim, mesmo eu tendo uma atitude tática eu diria. Até Jéssica repudiou minha atitude.

(...)

(...)

Muito tempo depois voltei a minha casa e alguns fizeram o mesmo, perdi as coisas do controle, o que será que acontecerá no Conselho de Eostara?

Só os Deuses sabem...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Luta contra o Desespero / A ave de rapina mais sábia (Capítulo 2.2)

Cadáveres...

Muitos deles...

A casa virara uma espécie de carnário e o sangue decorava as belas paredes e piso da requintada Mansão Wildemberg. Artérias ainda borrifavam enquanto nós, os Cavaleiros Arcanos, arrefecíamos os nossos ânimos. Em minha parte, estava furioso ao perceber que levaram Jéssica e Sophie, não sei aos outros, se estão tão ligados, mas para mim é como se fôssemos irmãos de armas nessa batalha sobrenatural.

Após algumas horas de discussão sem resultados do que faríamos com os corpos, uma pequena figura aparece.

Um pequeno vulto, com sangue banhando a testa apareceu. Por um breve momento pensei ter visto um dos mortos levantarem, algo que não seria novo, já que a arcanum morte faz isso.

Mas não era totalmente morto o vulto. Quer dizer, morta...

Jéssica voltou com uma estranha cicatriz na testa. Quando Kyrie se aproximou algo realmente assombroso aconteceu.

A cicatriz na testa passou a olhá-lo.

Sim, um terceiro olho fora implantado em Jéssica. Aquilo me causou um misto de estranheza e interesse em saber o que era aquilo em mim que fiquei sem saber como agir. Kyrie, puxou sua ameaçadora faca nordestina e apontou para o peculiar olho, ele parecia querer arrancá-lo.

Finalmente voltei do meu mundo de reflexões. Disse a Kyrie para não tentar resolver tudo por métodos selvagens, não que ele seja, mas queria provar ao conselho que os nossos honrados aliados lobisomens podem ser grandes guerreiros sem serem basicamente animais sem nenhuma inteligência. Disse para eles que tínhamos de provar isso no dia.

Não me entendam mal, se pensaram na forma Gauru, vocês podem controlar o poder de vocês, assim como nós magos, evitamos de virar demônios por nosso poder e pelo paradoxo.

A praga Nosferatu mandara um aviso por Jéssica. Foram mortas 25 pessoas, e não 25 vampiros.
Merda!!! O que será de nós? E o conselho? Onde é que fica a minha consciência nessa história? E o conselho? Será que vão nos tratar da mesma forma?

Meu desespero foi acabando aos poucos, mesmo que fosse só interno. Resolvemos a história e continuamos a resolver como ajudaríamos Sophie.

Kyrie sabiamente concordou e reuniu os lobisomens, ele me disse que tinha algo para resolver entre eles. Prontamente concordei. Não há porque uma traição dessas, seria uma desonra para ele e perderia até o respeito de sua tribo, que eu ajudei.

Esperei até eles voltarem, pois eu não poderia deixá-los fora da ação de salvamento de Sophie.

Os lobisomens se foram.

Fiz o que Jéssica queria, tanto de tirar aquela aberração de sua testa, quanto transformá-la em uma adulta, pois ela foi transformada em vampira ainda pequena, mas parece que ela não quer essa forma o tempo todo. Talvez uma das suas máscaras, além de não transparecer para os outros que é vampira, é sempre se manter na forma de jovem, pois parece que ela consegue melhor o que quer.

-Será que você pode me fazer ser uma adulta literalmente? - Ela perguntou?

-Isso vai ser fácil - Eu respodi.

Transformei-a por algum tempo.

- E Sophie, vamos tentar resgatá-la sozinhos? Não será muito imprudente?

- Não se preocupe.

- Dê-me um exemplo de seu verdadeiro poder.

- Eu poderia varrer Salvador inteira com um furacão, por exemplo, mas isso sim seria imprudente.

Certo.

Os Urathas foram para a tribo aliada de Kyrie e entraram em um estado de êxtase por meios místicos e por bebidas alucinógenas dos índios. Entraram em uma espécie de ressonância com as ondas do ephemera (espécie de "átomos" do mundo espiritual) e conseguiram romper a Gauntlet (película). Nesse mundo obscuro eles procuraram o espírito da mais sábia das aves de rapina. A coruja.

E todos os quatro Urathas (Luiggi, Ane, Rafael e Kyrie) iniciaram uma poderosa alcateia. E seu patrono seria a Coruja. Qual será o nome desse sábio espírito? A interação entre eles fora breve, mas selou o pacto entre os guerreiros e a sábia ave.

Nos reunimos novamente no templo dos Cavaleiros Arcanos e partimos para a Cidade Baixa.

Sim, o vampiro nosferatu estava lá, segundo Jéssica.

Ao chegar na Ladeira da Montanha, terrível lugar onde se cometem várias atrocidades, achamos o casarão semi-abandonado onde estava o vampiro.

Disse semi-abandonado.

Quando entramos eu percebi que aquilo era apenas uma ilusão. O nosferatu tentava nos confundir visto que só havia um casarão vazio. Literalmente, só havia as paredes de fora e nem mesmo as internas eram inteiras.

Sentado em um trono de madeira com um recosto vagabundo para os pés, estava, ele.

Jéssica tentou uma falsa diplomacia, dizendo que trouxe a ele as pessoas que ele pediu.

"Trouxe? - Deve ter pensado ele."

Uma foice bizarra foi empunhada por ele, que se levantou com uma cara de interesse mediano nos seus convidados.

O combate começou.

Percebi que de início havia uma disputa para ver quem agia mais rápido. Para que tanto tempo extra se não tinham uma estratégia antes? Também não sei porque alguns usaram de armas não tão apropriadas para esse tipo de combate. Corpo à corpo era o que mais queria aquela praga sugadora de sangue.

As balas que atirávamos nele, logo eram regeneradas. Mas uma boa espingarda sim faz efeito!

Luiggi resolveu usar a arma que eu mais esperava dos Urathas de serem usadas. As garras do Gauru. Grande guerreiro!

O Mestre do Ferro lutou com extrema habilidade contra o vampiro, mas só ainda não era o suficiente para derrotá-lo.

Detalhe. Será que eles perceberam que isso é uma ilusão? Vou deixá-los lutar mais um pouco.

Aos trancos e barrancos, como dizemos por aqui na Roma Negra, os Cavaleiros Arcanos foram dominando o combate. Ótimo! É assim que tem de ser!

Resolvi finalmente influenciar o combate. Curei algumas feridas de meus bravos aliados e avancei para surpreender o meu "inimigo". Pena que ele estava só em minha mente, pois seria mais interessante se eu o derrotasse naquela hora.

Fiz uma pequena distorção na 4º dimensão, também conhecida como tempo (hahahaha) e parei atrás de meu "inimigo". Ele se virou, foi para outra posição e tentou me atacar. Parei a foice dele com a mão.

Depois disso deixei chamas prateadas, também ilusórias, para atrapalhar o falso inimigo. Eles o derrotaram.

Depois tenho que pedir a eles para lutarem com mais atenção e prudência...

O poder do Desespero(Capítulo 2.1)


Ordenamos nosso grupo. O Conselho de Eostara (antes da primavera) estava próximo e em breve veríamos os magos-guerreiros da Flecha de Adamante. Uma coisa me intrigou desde o início. A união entre nós é muito difícil. Quatro magos (eu, Antonio, Raimundo, Sophie) quatro lobisomens (Anne, Kyrie, Luiggi e Rafael) e uma vampira (Jéssica). Nove somos nós, assim como é o número de líderes na Flecha. Um Grão-Mestre e dois Vice-Mestres.

Descansamos no mesmo dia do monstro dos 6 braços. Nos reunimos uma semana depois, 7 de setembro no dia da falsa independência do Brasil, pois quem o fez de verdade foram os nossos antepassados do Flecha de Adamante junto ao povo aqui no 2 de julho.

A noite fomos acometidos por uma praga vampírica. Algo terrível! Vinte e cinco vampíros mais um outro de tamanho atroz invadiu nossa casa, que eu sempre pensei ser totalmente segura.

Inferno!!!!! Aquela praga pegou minha pupila Jéssica e Sophie!!!!!

Antonio teletransportou-se e chamou os lobisomens, mas não fomos rápidos o bastante. Lutamos feito desesperados, mas o Nosferatu fugiu com as duas.

Ele pagará caro por isso!

Pelo orgulho dos Flecha de Adamante, eu o matarei!

A casa maldita. Ou será bendita? (Capítulo 1.4)



Meus aliados começaram seu ataque. Sim, fingi que na casa havia recursos místicos nas mãos daquelas criaturas que atormentavam-nos. Eram duas questões: atacar, para acabar com os inimigos e ganhar o "ouro" ou fugir e ficar com o "ouro dos tolos". Sábia escolha meus amigos. Resolveram atacar!

Combinei tudo com Jéssica. Ela e seu obscuro poder de influenciar mentes ganho de uma forma abrupta somado com uma ajuda minha ajuda seria o bastante. Sim, o aprendizado dos meus caros amigos se aproximava. Eu não podia deixá-los descobrir nada. Destruí qualquer pista sobre o dono da casa (também conhecido como eu) e os deixei investigar.

Eles então decidiram invadir a casa diretamente, mas de uma forma tática: a Mansão Wildemberg (sim, esse é o nome da casa) estava cercada de árvores e seus flancos consistiam em um parapeito de pedra e madeira para um desfiladeiro. Exato! Lá eles podem ir diretamente a Jéssica que irá ter o contato visual com eles para iniciar o teste.

Sim, eles todos: Raimundo, Antônio, Luiggi, Rafael e Sophie decidiram entrar na casa por meio do teletransporte. Escalaram o muro de pedra até alcançarem o parapeito. Jéssica então agiu. E os deixou aterrorizados. Hahahahaha! Minha pequena notável! Ela saiu olhando-os com o canto de seus doces e terríveis olhos.

Para certificarmos que eles acreditavam nas ilusões mandamos 2 cães para enfrentá-los.


Ótimo! Eles não conseguiram enxergar através da ilusão! Agora eles entraram na casa e verão seus piores pesadelos. As portas e janelas foram seladas. A partir daí o desespero tomou conta de todos.

Raimundo teve sua sorte mágica anulada, azar era quase seu nome.
Antônio teve seu espírito aventureiro destroçado com a perda de braços e pernas.
Luiggi e Rafa começaram a ver lanças de prata saindo de todas as paredes e encurralando-os.
Pior era para Sophie. Ela tinha seu bom espírito brutalmente testado.

A pequena Jéssica e Sophie sofriam de uma terrível sede progressiva e só havia um copo d'água.

A vida das duas era um cálice, transparente e brilhante. Não parecia ser possível haver meia vida para cada...

Sophie, sofria e se arrastava em direção ao cálice que representava sua vida, ao mesmo tempo a criança se encolhia de sede.

Todos se desesperavam, se encolhiam de medo ou de impotência frente às ameaças. Sim, até mesmo os Cavaleiros Arcanos sentem medo, isso é fato, mas eu sempre acreditarei na inabalável força deles para superar tudo.

A criança e a ruiva beberam da água, num impossível gesto de bondade e as duas deitaram-se pelo frio chão do lugar. Foi aí que o teste final apareceu.
-Acho que eu já me cansei de dominar a mente de vocês. Agora vou destroçá-los com meus 6 braços!

Minha frase foi dramática, mas um tanto porca eu admito, mas aqueles dentes e 6 braços em mim foram o suficiente para criar o temor neles.

Fiz o monstro (que era a imagem de um semi-deus) atirar um raio em mim e forjar a minha morte. Nesse tempo (que era pouco) corri e assumi o controle da criatura (agora eu era o próprio monstro). Assim começou o combate.

Ví os olhos deles, tanta sede de sobreviver, como a que acometeu Sophie, seus olhos quase lançavam chamas e eles, mesmo em posição arriscadíssima atacaram de frente. Os lobisomens transformaram-se em poderosos e honrados gaurus, os magos tentavam melhorar suas habilidades e atirar com tudo que podiam, ou tentar destruir a mente do adversário deles.

Quando eles descarregaram alguns tiros em mim achei melhor partir para um combate corpo a corpo para intimidar mais, Raimundo resistiu bravamente e os lobisomens atacavam bravamente com suas garras.

Antônio observava a batalha e tentou uma estratégia difícil. Esperar o monstro lançar mais um dos seus raios e lascar o espaço dimensional refletindo o ataque.

Eu percebí isso e parti para o ataque final. Eles tinham que descobrir, eu sei que eles conseguem passar nesse teste. Não é só força bruta. Avante Cavaleiros Arcanos!

Antônio então concluiu! Ví seu rosto surpreso, e quase como uma reação em cadeia os outros entenderam. A garota! Como pudemos esquecê-la! Eu quase ouví os pensamentos deles. Assim eles desseram uma pancada na cabeça de Jéssica.

E então o encanto foi quebrado.

E então eu os mostrei como é o Mundo das Trevas.

E assim espero que sejamos as luzes nessa escuridão...