Legado das Trevas

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Esse é um site que conta um pouco da história do jogo de RPG - Mundo das Trevas chamado Legado das Trevas que é uma história fictícia ambientada
em Salvador.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Luta contra o Desespero / A ave de rapina mais sábia (Capítulo 2.2)

Cadáveres...

Muitos deles...

A casa virara uma espécie de carnário e o sangue decorava as belas paredes e piso da requintada Mansão Wildemberg. Artérias ainda borrifavam enquanto nós, os Cavaleiros Arcanos, arrefecíamos os nossos ânimos. Em minha parte, estava furioso ao perceber que levaram Jéssica e Sophie, não sei aos outros, se estão tão ligados, mas para mim é como se fôssemos irmãos de armas nessa batalha sobrenatural.

Após algumas horas de discussão sem resultados do que faríamos com os corpos, uma pequena figura aparece.

Um pequeno vulto, com sangue banhando a testa apareceu. Por um breve momento pensei ter visto um dos mortos levantarem, algo que não seria novo, já que a arcanum morte faz isso.

Mas não era totalmente morto o vulto. Quer dizer, morta...

Jéssica voltou com uma estranha cicatriz na testa. Quando Kyrie se aproximou algo realmente assombroso aconteceu.

A cicatriz na testa passou a olhá-lo.

Sim, um terceiro olho fora implantado em Jéssica. Aquilo me causou um misto de estranheza e interesse em saber o que era aquilo em mim que fiquei sem saber como agir. Kyrie, puxou sua ameaçadora faca nordestina e apontou para o peculiar olho, ele parecia querer arrancá-lo.

Finalmente voltei do meu mundo de reflexões. Disse a Kyrie para não tentar resolver tudo por métodos selvagens, não que ele seja, mas queria provar ao conselho que os nossos honrados aliados lobisomens podem ser grandes guerreiros sem serem basicamente animais sem nenhuma inteligência. Disse para eles que tínhamos de provar isso no dia.

Não me entendam mal, se pensaram na forma Gauru, vocês podem controlar o poder de vocês, assim como nós magos, evitamos de virar demônios por nosso poder e pelo paradoxo.

A praga Nosferatu mandara um aviso por Jéssica. Foram mortas 25 pessoas, e não 25 vampiros.
Merda!!! O que será de nós? E o conselho? Onde é que fica a minha consciência nessa história? E o conselho? Será que vão nos tratar da mesma forma?

Meu desespero foi acabando aos poucos, mesmo que fosse só interno. Resolvemos a história e continuamos a resolver como ajudaríamos Sophie.

Kyrie sabiamente concordou e reuniu os lobisomens, ele me disse que tinha algo para resolver entre eles. Prontamente concordei. Não há porque uma traição dessas, seria uma desonra para ele e perderia até o respeito de sua tribo, que eu ajudei.

Esperei até eles voltarem, pois eu não poderia deixá-los fora da ação de salvamento de Sophie.

Os lobisomens se foram.

Fiz o que Jéssica queria, tanto de tirar aquela aberração de sua testa, quanto transformá-la em uma adulta, pois ela foi transformada em vampira ainda pequena, mas parece que ela não quer essa forma o tempo todo. Talvez uma das suas máscaras, além de não transparecer para os outros que é vampira, é sempre se manter na forma de jovem, pois parece que ela consegue melhor o que quer.

-Será que você pode me fazer ser uma adulta literalmente? - Ela perguntou?

-Isso vai ser fácil - Eu respodi.

Transformei-a por algum tempo.

- E Sophie, vamos tentar resgatá-la sozinhos? Não será muito imprudente?

- Não se preocupe.

- Dê-me um exemplo de seu verdadeiro poder.

- Eu poderia varrer Salvador inteira com um furacão, por exemplo, mas isso sim seria imprudente.

Certo.

Os Urathas foram para a tribo aliada de Kyrie e entraram em um estado de êxtase por meios místicos e por bebidas alucinógenas dos índios. Entraram em uma espécie de ressonância com as ondas do ephemera (espécie de "átomos" do mundo espiritual) e conseguiram romper a Gauntlet (película). Nesse mundo obscuro eles procuraram o espírito da mais sábia das aves de rapina. A coruja.

E todos os quatro Urathas (Luiggi, Ane, Rafael e Kyrie) iniciaram uma poderosa alcateia. E seu patrono seria a Coruja. Qual será o nome desse sábio espírito? A interação entre eles fora breve, mas selou o pacto entre os guerreiros e a sábia ave.

Nos reunimos novamente no templo dos Cavaleiros Arcanos e partimos para a Cidade Baixa.

Sim, o vampiro nosferatu estava lá, segundo Jéssica.

Ao chegar na Ladeira da Montanha, terrível lugar onde se cometem várias atrocidades, achamos o casarão semi-abandonado onde estava o vampiro.

Disse semi-abandonado.

Quando entramos eu percebi que aquilo era apenas uma ilusão. O nosferatu tentava nos confundir visto que só havia um casarão vazio. Literalmente, só havia as paredes de fora e nem mesmo as internas eram inteiras.

Sentado em um trono de madeira com um recosto vagabundo para os pés, estava, ele.

Jéssica tentou uma falsa diplomacia, dizendo que trouxe a ele as pessoas que ele pediu.

"Trouxe? - Deve ter pensado ele."

Uma foice bizarra foi empunhada por ele, que se levantou com uma cara de interesse mediano nos seus convidados.

O combate começou.

Percebi que de início havia uma disputa para ver quem agia mais rápido. Para que tanto tempo extra se não tinham uma estratégia antes? Também não sei porque alguns usaram de armas não tão apropriadas para esse tipo de combate. Corpo à corpo era o que mais queria aquela praga sugadora de sangue.

As balas que atirávamos nele, logo eram regeneradas. Mas uma boa espingarda sim faz efeito!

Luiggi resolveu usar a arma que eu mais esperava dos Urathas de serem usadas. As garras do Gauru. Grande guerreiro!

O Mestre do Ferro lutou com extrema habilidade contra o vampiro, mas só ainda não era o suficiente para derrotá-lo.

Detalhe. Será que eles perceberam que isso é uma ilusão? Vou deixá-los lutar mais um pouco.

Aos trancos e barrancos, como dizemos por aqui na Roma Negra, os Cavaleiros Arcanos foram dominando o combate. Ótimo! É assim que tem de ser!

Resolvi finalmente influenciar o combate. Curei algumas feridas de meus bravos aliados e avancei para surpreender o meu "inimigo". Pena que ele estava só em minha mente, pois seria mais interessante se eu o derrotasse naquela hora.

Fiz uma pequena distorção na 4º dimensão, também conhecida como tempo (hahahaha) e parei atrás de meu "inimigo". Ele se virou, foi para outra posição e tentou me atacar. Parei a foice dele com a mão.

Depois disso deixei chamas prateadas, também ilusórias, para atrapalhar o falso inimigo. Eles o derrotaram.

Depois tenho que pedir a eles para lutarem com mais atenção e prudência...

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